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Displasia coxo-femural

Displasia na anca

A displasia coxo-femural é uma anormalidade da articulação coxo-femural, caracterizada por alterações ósseas nas margens do acetábulo (concavidade onde encaixa a cabeça do fémur), da cabeça e do colo femurais, que levam a um aumento da lassitude de toda a zona peri-articular e à incongruência (desarmonia) ou instabilidade da articulação.

É uma patologia que afecta diversas raças de cães, em especial as de tamanho grande, provocando dor e, com o tempo, na sequência do processo degenerativo e inflamatório, a osteoartrose.

O principal factor que intervém no aparecimento desta patologia é genético, com valores de interferência compreendidos entre os 20% e os 60% conforme os cientistas, existindo também factores ambientais que influenciam a evolução da doença (velocidade de crescimento, nutrição, tipo de exercício, características dos pisos em que se move, etc.).

Na nossa prática clínica, no Hospital Animal do Sul, as raças que demonstram uma maior incidência são os Rottweiler, Labrador, Golden Retriever, Pastor Alemão, São Bernardo, Mastim Napolitano, Dogue Alemão, Dogue Argentino, American Pitbull e Cocker Spaniel.

Um dos sinais precoces que faz desconfiar da existência do problema é a forma anormal do cachorro se sentar. Os cachorros displásicos, por norma, sentam-se "de lado". Com a evolução clínica da patologia aparece a claudicação após o exercício, depois mais ou menos permanente, relutância em subir e descer degraus, deslocação do peso para a zona anterior do corpo e, finalmente, incapacidade de locomoção. A dor é uma constante desta patologia.

O diagnóstico da displasia coxo-femural é confirmado radiograficamente, tendo o exame de ser efectuado sob anestesia geral porque é necessário colocar o paciente em posições adequadas para obter essas radiografias, posições essas que não são possíveis de obter com ele acordado, por mais colaborante que seja.

O estudo radiográfico para despiste ou confirmação de suspeita clínica deve iniciar-se por volta dos 6 meses de idade, pois a cirurgia correctiva (osteotomia tripla pélvica) deve ser realizada até aos 12 meses.

Raio-x

Raio-X - antes e 2 meses após a cirurgia

Os animais displásicos aos quais tenha, ou não, sido feita terapia cirúrgica para corrigir o problema, deverão ser acompanhados por um Médico Veterinário, atendendo aos benefícios para o seu amigo que os conselhos deste técnico especializado lhe poderá trazer.

Para os animais que não tenha sido diagnosticada e tratada a displasia da anca em devido tempo através da osteotomia tripla pélvica e/ou sinfiodése púbica, o nosso serviço de traumato-ortopedia recomenda:

  • Perda/controlo de peso;
  • Utilização de ração com condroprotectores ou medicação com medicamentos condroprotectores;
  • Quando necessário, analgésicos e nos momentos piores anti- inflamatórios;
  • Osteotomia da cabeça e colo femurais nos cães de menor peso e substituição integral da articulação nos cães de maior peso;
  • Exercício controlado com trela e natação.

Há diversos graus de displasia cuja classificação tem regras próprias e que ser-lhe-ão explicadas pelo seu médico veterinário no caso infeliz do seu animal sofrer desta patologia.

 

 

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